quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Motel

-Poderíamos dar uma volta… -disse ao estacionar o carro na beira da estrada. -você tem estado muito tensa ultimamente.
-E para onde iríamos? -perguntei olhando-o com os olhos tristes e cansados.
-Você está se sentindo bem?- perguntou acariciando-me os cabelos, apenas balancei a cabeça que sim. -Deve estar cansada. Vamos parar em algum lugar pra descansar e saímos pela manhã.
Eu acabei cochilando durante a viagem, quando acordei, lá estava ele, me olhando. Parecia estar fazendo aquilo há um bom tempo.
-Oi, Bela Adormecida. -disse ao me ver abrir os olhos.
-Quando tempo eu dormi? - perguntei me esticando.
-Algumas horas. Duas no máximo.
Cocei os olhos.
-Preciso escovar os dentes. - falei pegando a minha bolsa pra procurar a escova.
-Quando formos pro quarto, você escova. - eu demorei pra raciocinar. Quarto? Que quarto??
De repente me dei conta de que estávamos dentro de um estacionamento de um motel.
Saímos de dentro do carro em direção aos quartos. Entramos e eu fui direto para o banheiro. Tirei as roupas, dobrei e as deixei em cima da poltrona que ficava ao lado da porta do banheiro, haviam algumas toalhas limpas dentro da minha bolsa, peguei uma delas e segui para o banho. Liguei o chuveiro e deixei a água morna escorrer pelo meu corpo dolorido e cansado.
Um tempo depois de eu parada ali, com a água descendo por mim, senti duas mãos descerem dos meus ombros aos meus seios.
-Tem problema eu te ajudar com o banho? - sussurrou ao pé do meu ouvido, neguei com a cabeça e fiquei ali, sentindo suas mãos, a água parou de escorrer e meu corpo ainda estava cheio de sabão, me virei para ele e fiquei olhando-o fixamente nos olhos, deu um passo para frente me pondo contra a parede, suas mãos foram de encontro com a minha nuca e seus lábios vieram ágeis selando-se aos meus. Com um tempo o beijo foi ficando “profundo”, senti uma mordida e esperei até sentir o gosto enferrujado que tem o sangue, a água voltou a escorrer pelo meu corpo e ele se afastou de mim. Fiquei parada enquanto ele me olhava dos pés à cabeça.
-Algo errado? -perguntei.
-Tem sim… -Falou depois de soltar um suspiro.
-O-o que tem de errado? - gaguejei.
-Você está nua, mas eu ainda não estou te fodendo.
Meu corpo estremeceu, um calafrio subiu pelas costas e acabou na nuca fazendo todo o corpo cair num arrepio que denunciou tudo, meus dentes encontraram meu lábio inferior e me mordi de forma involuntária. Desliguei o chuveiro, se cobriu com uma toalha e me trouxe uma, secou meu corpo com cuidado. Voltamos para o quarto sem nenhuma palavra.
Novamente me vi sendo colocada contra a parede, novamente senti o gosto que seus lábios tinham e fui levada aos céus com tão pouco. Os beijos foram descendo pelo meu pescoço, seus lábios voltaram para os meus, se abaixou um pouco, agarrou minhas coxas e me trouxe para o seu colo, continuou me beijando e me levou para a cama.
-Fica quietinha aqui. - falou indo até uma das bolsas com roupas. Pegou uma pequena trança de couro que eu usava pra amarrar o cabelo e voltou.
-Sente-se de costas pra mim. - disse em tom autoritário, simplesmente obedeci. - boa garota! Agora coloque as mãos para trás. - novamente obedeci.
Amarrou-me as mãos e começou a distribuir beijos pelas minhas costas.
-Ajoelha. - ordenou num sussurro. Ajoelhei e fiquei olhando-o nos olhos, ele fazia o mesmo. Tirou a toalha devagar e deixou que ela caísse no chão, sua ereção saltou na minha frente, ele segurou meus cabelos e eu coloquei na boca devagar até chegar ao limite, minha cabeça fazia movimentos de vai e volta enquanto meus olhos alternavam de seu pau para seus olhos.
-Levanta. - disse me ajudando a levantar, me deitou na cama de forma que eu ficasse de quatro, apalpou minha bunda e me deu alguns tapas, soltei alguns gemidos baixos e roucos pela prazerosa dor que aquilo trazia.
Apertou minha bunda novamente e tocou minha buceta com a língua quente que percorreu de uma ponta até a outra. Ele estava brincando de uma forma que me deixava cada vez mais extasiada, meus gemidos mostravam que aquilo estava me agradando muito. Algum tempo depois ele se afastou e novamente recebi palmadas.
Colocou uma camisinha e posicionou-se atrás de mim, seu pau brincou acariciando toda a extensão da minha vulva e estava me deixando maluca até que finalmente senti me penetrar, fazendo movimentos lentos que iam tomando velocidade com o passar do tempo.
Suas mãos encontraram os meus cabelos… não sabia como poderia ser melhor.
Logo minhas mãos foram soltas. Suas estocadas eram ágeis e firmes e meus gemidos eram altos e constantes.
Me deitou na cama e se posicionou entre as minhas pernas, ele se movimentava rápido enquanto acariciava meus cabelos.
-Você está cansada, quer que eu seja mais carinhoso? - assenti e logo em seguida seus movimentos ficaram leves, cada vez que me adentrava um novo arrepio surgia em meu corpo, meus gemidos também ficaram mais calmos. Ele se deitou sobre o meu corpo e começou a acariciar meus cabelos enquanto me ouvia ofegar ao pé de seu ouvido.
-Diga que será só minha! - sussurrou.
- Eu já sou só sua. -falei num tom baixo e rouco.
-Minha e de mais ninguém? - assenti e apertei as pernas em volta do seu corpo. Novamente as estocadas foram tomando velocidade, até que o último golpe foi dado, um gemido alto e rouco saiu da minha boca e ele soltou todo o seu peso em cima de mim.
Suas carícias me faziam sentir segura, como se nada no mundo pudesse me fazer mal, seus beijos eram calmos no fim de tudo. Nos limpamos e deitamos, esgotados, ficamos trocando carícias até que pegamos no sono.

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