Moramos na mesma casa há anos, nunca tivemos nenhuma discussão, até agora. É tudo por uma atitude ridícula minha de não assumir os meus erros. Meu ego não deixaria isso acontecer.
Ele gritava comigo e naquele momento não havia dúvidas de que os vizinhos já sabiam que estávamos brigando e que também sabiam o motivo da briga.
–Para de ser orgulhosa! - gritava pra quem quisesse ouvir -Não seja idiota. Peça desculpas!
Ante aquela apelação, dei-lhe as coisas e saí daquele cômodo indo em direção ao meu quarto.
–Vai ser assim? - dizia com fúria em sua voz -Vai me dar as costas todas as vezes que eu tentar falar com você sobre as suas atitudes idiotas?
Dei de ombros e entrei no quarto.
–Você está sendo ridícula! -eu sabia do que ele ia me chamar em seguida.-Está sendo ridícula e infantil!
Parei e fiquei ali, segurando toda a raiva que tinha guardada em mim. Ele sabia o quanto eu odiava ser chamada de infantil.
Eu estava ali, pronta. Me virei para mandá-lo embora e me deparei com seu rosto próximo ao meu, tão próximo que dava pra sentir sua respiração morna aquecendo o meu nariz, seus olhos semicerrados fitavam meus lábios enquanto os meus olhos procuravam os dele, mas não o encontraram, um beijo me impediu de olhar em seus profundos olhos castanhos.
Me deixei levar por aquele beijo até chegar às nuvens. Eu estava em outro mundo agora. Havia me entregado, quase que por inteiro, mas aí eu despertei e me afastei de seus braços, mas não me afastei de seu corpo, a parede atrás de mim me impediu disso. Ele deu um quase passo pra frente e eu o empatei, colocando minha mão contra seu abdômen extremamente sexy, sem nenhuma definição.
–Se afasta. -falei sem olhar em seus olhos.
–Ou o que? -perguntou com um tom irônico.
–Ou eu acabo com você. -falei baixo e rouco, levantando os olhos para encará-lo.
–Manda ver. - falou, colando seu corpo ao meu e deixando seus lábios tão próximos dos meus que roçavam. -Acaba comigo!
Sem pensar, devorei seus lábios num beijo agressivo e antes que eu pudesse me dar conta, estava em seu colo, posta contra a parede.
Seu beijo me tirava o fôlego. Meu corpo inteiro se arrepiava quando ele mordiscava meu lábio inferior e eu sentia um sorriso se formar em seus lábios ao perceber que eu arfava a cada toque durante as pausas em que ele fazia pra morder meu lábio.
Foi caminhando comigo em seu colo até a cama, subiu de joelhos e se guiou de algum jeito até o meio e se sentou sobre os joelhos, seu moletom e única peça de roupa que usava, não conseguia esconder nem de longe sua excitação. Eu o beijava, roçando ali em seu volume, deixando seu moletom tão úmido naquela parte quanto o fundo da minha calcinha.
–Já chega de provocações. -falou e num movimento rápido eu me vi deitada com seu corpo entre as minhas pernas.
Ele desceu da cama e começou a descer seu moletom fazendo com que seu pau pulasse pra fora, me fazendo morder os lábios, não via a hora de pôr na boca.
Voltou a subir na cama e engatinhou até se por no meio das minhas pernas, segurou meu maxilar, passou a língua por cima do meu lábio inferior, soltou e deu um tapinha na minha bochecha pra finalizar. Começou a desabotoar a camisa xadrez vermelha que eu havia pegado de seu guarda-roupa, mas desabotoou só até a metade, afastou minha calcinha e começou a massagear meu clitóris com o polegar, bem no “ponto do arrepio” o que me fez soltar um gemido de imediato por sua astuta atitude de iniciar o toque bem ali.
Ele estimulava aquele ponto com avidez. Eu me contorcia, apertava os travesseiros, gemia, urrava, mas estava segurando meu orgasmo que estava bem ali, pronto pra jorrar, então ele introduziu dois dedos e deslizou pela parede da minha vagina até encontrar meu ponto G, iniciou um movimento de sobe e desce pra pressionar aquele ponto alternando os dedos e ainda estimulava o ponto do arrepio me fazendo gozar e gritar ao mesmo tempo.
Estava tão excitada que toda a minha vulva ardia naquele momento. Segurou seu pau e começou deslizar por toda a vulva, me provocando, esperei que chegasse na entrada da vagina e envolvi sua cintura com as minhas pernas.
–Já chega de provocações. -puxei seu corpo contra o meu fazendo com que ele me penetrasse, soltei um gemido alto e involuntário. Ele gostou daquilo, começou a fazer movimentos rápidos e fortes, naquele momento os vizinhos sabiam que estávamos fazendo as pazes. Os sons dos nossos gemidos se misturavam com o som das nossas peles se chocando uma contra a outra, gerando uma sinfonia.
Logo eu estava de quatro, com a cabeça apoiada num dos travesseiros e a bunda bem empinada. Ele estava ali atrás, passando a língua de uma ponta da vulva até a entrada da vagina, com o polegar apoiado na entrada do meu rabinho.
Se posicionou, voltou a passar o pau de uma ponta a outra uma, duas vezes, e adentrou com força fazendo um barulho alto, rebolei algumas vezes e recebi dois tapas de cada lado, no segundo tapa ele apertou minhas nádegas apastando-as e fazendo movimentos rápidos de vai e vem.
Diminuiu um pouco os movimentos, cuspiu no meu rabinho e esperou escorrer até chegar na estrada da vagina, estocou duas vezes, deu mais um tapa e levou o polegar até a entrada de novo, colocando o dedo devagar, quando seu dedo estava todo dentro e senti ele parar, rebolei mais uma vez fazendo ele soltar um gemido baixo e iniciou uma nova sequência de movimentos rápidos e fortes.
Parou e se deitou.
Montei, posicionei seu pau na entradinha e desci rebolando. Ele puxou um pouco de ar, fazendo um chiado como forma de expressar o quanto aquilo o deixara excitado, sentia agora seu pau pulsar dentro de mim. Segurou meu pescoço e me puxou pra mais perto me dando um beijo molhado e uma sequência de três tapas na cara seguidos.
–De quem é essa buceta? - falou apertando minhas bochechas com seus lábios juntos aos meus.
–Sua. - respondi ofegante.
–O que você é?
–Sua putinha. - respondi rebolando e ele mais uma vez soltou um chiado.
–Me pede desculpa, cadela. -eu estremeci, e me arrepiei.
–Desculpa, amor. - falei baixo, quase que num sussurro.
Ele me soltou por um momento, mas logo em seguida me segurou pelo pescoço e voltou a se mover embaixo de mim. Eu gemia segurando seu braço, pedindo mais e mais.
Ele me jogou na cama, me fazendo ficar deitada de barriga pra baixo, deixou minha bunda meio empinada e novamente me provocou, mas agora parou na entrada do meu rabinho.
–Eu quero aqui. - falou ao pé do meu ouvido. -Não se oponha.
Apertei os lençóis e ele começou a entrar ali me causando uma dor imensa, mas eu queria ali, o que era aquela dor perto do tesão que eu estava sentindo naquele momento?
Logo a dor havia sumido e ele foi aumentando a velocidade de seus movimentos. Seus gemidos iniciaram o alarme de que um orgasmo estava próximo, uma última estocada mais longa que as outras e ele deixou seu peso caisse sobre o meu.
Recuperamos o fôlego e fomos nos limpar, repetindo a dose durante o banho.
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